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Kin, 2014


Fotografias © Pedro Nascimento

Em 1968, Louis Malle filmou o documentário ‘L’Inde Fantôme’. Para sua surpresa a população indígena que ele capturava em filme olhava diretamente para a câmara. Obviamente, a presença estrangeira da equipa de filmagem intrigava os nativos indianos e estes, olhando diretamente a câmara, intrigavam Malle. Como outros realizadores com propósitos antropólogos, Malle partiu do desejo de decifrar as formas de parentesco primitivo, (‘kinship’) para descobrir posteriormente a necessidade de refletir sobre o seu próprio cinema. Neste solo, a dança funcionará como mais do que uma ferramenta antropológica clássica para entender o ‘nativo’. Aqui é a linguagem do ‘estrangeiro’ que o torna ‘nativo’. KIN investiga o ato de documentar o outro e é a dança que rodeia a câmara, os estrangeiros e os nativos à frente e atrás dela. O solo será uma experiência mediada pelos desejos cruzados que um corpo, e não uma câmara, pode fazer aparecer como um só. KIN nega o objeto fechado em frente à câmara, e em vez disso dança o que insiste em ser reaberto.

Conceção e interpretação David Marques
Desenho de luz
Rui Monteiro
Espaço cénico
Tiago Pinhal Costa
Apoio à dramaturgia
Ido Feder
Residência
O Espaço do Tempo, Espaço Alkantara e Teatro Virgína
Co-produção
Centro Cultural de Belém, BoxNova 2014, Artist-Curates
(Maya Levy & Hannan Anando Mars 2014)
Projecto financiado pela
Fundação Calouste Gulbenkian



Apresentação em progresso
11 de Abril 2014, Portas Abertas, espaço alkantara, Lisboa;
28 de Julho 2014, Artists Curate – Maya Levy/Hanan Anando Mars, Warehouse, Jaffa Port, Tel-Aviv

Estreia
15 de Novembro 2014, Teatro Virgínia, Torres Novas

Outras apresentações
21 e 22 de Novembro 2014, BoxNova, Centro Cultural de Belém, Lisboa;
12 de Novembro 2015, Festival Y, Covilhã