Labirinto é um projeto de David Marques, em colaboração com a Artemrede, de aproximação à dança contemporânea – às suas práticas e discursos – que utiliza as palavras como forma de ativar os nossos imaginários em relação ao corpo, ao gesto e ao movimento. Labirinto celebra a entrada de um novo livro de dança na biblioteca. É um lançamento de uma publicação de práticas performativas, uma performance-percurso, e uma festa com DJ.
O público é convidado a entrar nas páginas, que ganham três dimensões, assistindo à ativação de práticas performativas por participantes das sessões labirínticas. O lançamento ritualizado acontece com a colocação do novo livro na estante, imediatamente seguido por uma celebração com música e dança e distribuição de livros.
O DJ propõe um set para toda a gente dançar e, quem sabe, desorientar o corpo e as ideias.
O contexto
Entre outubro de 2024 e abril de 2025, o projeto desenvolveu-se em quatro bibliotecas públicas — Almada, Barreiro, Lisboa e Montemor-o-Novo — através de ciclos de sessões regulares (entre 8 e 10), dirigidas a grupos de participantes previamente inscritas/os. Estes encontros procuraram deslocar a prática da dança para um contexto de fruição cultural onde, habitualmente, se privilegia a leitura em detrimento do movimento, propondo uma convivência entre o corpo que dança e o espaço da biblioteca.
As sessões labirínticas foram pensadas como oportunidades de pesquisa e experimentação. O principal objetivo consistiu em fortalecer uma conceção expandida da dança, entendendo-a como uma área de conhecimento e de sensibilidade, capaz de dialogar com outras disciplinas. A biblioteca não era apenas um cenário, mas antes um elemento importante do processo: lugar de estudo e concentração, de acumulação de saberes, território de circulação e de descoberta.
O trabalho desenvolveu-se a partir de um conjunto de enunciados de práticas coreográficas criados por David Marques ao longo da última década, em contexto de criação de peças de dança com intérpretes profissionais. Em cada sessão, um desses enunciados era apresentado (por vezes sob a forma de texto distribuído ao grupo) e discutido coletivamente. A leitura dava lugar à análise dos termos utilizados, à identificação de dúvidas, à clarificação de conceitos e ao levantamento de palavras-chave. Este momento de partilha procurava desierarquizar o discurso da dança, aproximando participantes dos modos de trabalho próprios de um estúdio de dança.
Após esta fase de discussão, os enunciados eram experimentados fisicamente. Por vezes, as/os participantes eram convidadas/os a explorar o acervo em busca de publicações (textos, imagens, referências inesperadas) que pudessem expandir o imaginário das práticas propostas. Destas derivas surgiam “bibliografias instantâneas”, estabelecendo ligações concretas entre o gesto coreográfico e o vasto território de conhecimento disponível.
Os enunciados foram sendo progressivamente reformulados a partir das trocas com os grupos, integrando contributos, reformulações e novas camadas de sentido. O processo culminou na criação de uma publicação que reúne os enunciados trabalhados e documenta os quatro processos nas bibliotecas municipais, sobretudo através de registos fotográficos das sessões.
Pensado como um objeto que se pode ativar, o livro afirma a dança como campo de pensamento e transmissão, questionando a ideia de especialização técnica e valorizando práticas de estúdio frequentemente invisibilizadas por não saírem dos estúdios.
vídeo
Direção artística, facilitação das sessões e textos: David Marques
Ativação de práticas performativas: Francisco Rolo, David Marques e participantes das sessões labirínticas
Pesquisa de som e dj set: Joe Delon
Desenho de luz e espaço: Tiago Cadete
Apoio aos figurinos: Clara Mântua
Mediação nas bibliotecas: Telma Marreiros (Almada), Alice Conceição (Barreiro), Ana Almerum e Paula Sofia Resende (Lisboa), Liliana Pincante (Montemor-o-Novo)
Produção executiva: Ana Lobato (1ª fase), Lorena Pirro (2ª fase)
Coordenação editorial: Ana Dinger
Fotografias: José Carlos Duarte
Design gráfico: Ana Teresa Ascensão e Mariana Veloso
Revisão linguística: José Roseira
Coprodução: Artemrede, Municípios de Almada, Barreiro, Lisboa, Montemor-o-Novo, Oeiras, Santarém e Sesimbra, Parca
Cofinanciamento: Fundo de Fomento Cultural da Direção Geral das Artes / Ministério da Cultura - República Portuguesa
Agradecimentos: Ângela Marques, Diogo Brito, Gonçalo Alegria, Nuno Pinheiro, Teresa Silva
Lançamentos da publicação e performance
04 outubro 2025, Biblioteca Municipal de Sesimbra, PT
11 outubro 2025, Biblioteca Municipal José Saramago, Almada (Feijó), PT
17 outubro 2025, Biblioteca Municipal Braamcamp Freire, Santarém, PT
27 outubro 2025, Biblioteca Municipal do Barreiro, PT
15 novembro 2025, Biblioteca Municipal de Oeiras, PT
29 novembro 2025, Biblioteca de Marvila, Lisboa, PT
05 dezembro 2025, Biblioteca Municipal Almeida Faria, Montemor-o-Novo, PT
︎ Imprensa
Reportagem sobre o projeto no Barreiro (New in Barreiro)
© Fotos de livros: Fábio Cunha; restantes: Pedro Fajuno, Tiago Cadete, Município do Barreiro Município de Montemor-o-Novo
Labirinto é um projeto de David Marques, em colaboração com a Artemrede, de aproximação à dança contemporânea – às suas práticas e discursos – que utiliza as palavras como forma de ativar os nossos imaginários em relação ao corpo, ao gesto e ao movimento. Labirinto celebra a entrada de um novo livro de dança na biblioteca. É um lançamento de uma publicação de práticas performativas, uma performance-percurso, e uma festa com DJ.
O público é convidado a entrar nas páginas, que ganham três dimensões, assistindo à ativação de práticas performativas por participantes das sessões labirínticas. O lançamento ritualizado acontece com a colocação do novo livro na estante, imediatamente seguido por uma celebração com música e dança e distribuição de livros.
O DJ propõe um set para toda a gente dançar e, quem sabe, desorientar o corpo e as ideias.
O contexto
Entre outubro de 2024 e abril de 2025, o projeto desenvolveu-se em quatro bibliotecas públicas — Almada, Barreiro, Lisboa e Montemor-o-Novo — através de ciclos de sessões regulares (entre 8 e 10), dirigidas a grupos de participantes previamente inscritas/os. Estes encontros procuraram deslocar a prática da dança para um contexto de fruição cultural onde, habitualmente, se privilegia a leitura em detrimento do movimento, propondo uma convivência entre o corpo que dança e o espaço da biblioteca.
As sessões labirínticas foram pensadas como oportunidades de pesquisa e experimentação. O principal objetivo consistiu em fortalecer uma conceção expandida da dança, entendendo-a como uma área de conhecimento e de sensibilidade, capaz de dialogar com outras disciplinas. A biblioteca não era apenas um cenário, mas antes um elemento importante do processo: lugar de estudo e concentração, de acumulação de saberes, território de circulação e de descoberta.
O trabalho desenvolveu-se a partir de um conjunto de enunciados de práticas coreográficas criados por David Marques ao longo da última década, em contexto de criação de peças de dança com intérpretes profissionais. Em cada sessão, um desses enunciados era apresentado (por vezes sob a forma de texto distribuído ao grupo) e discutido coletivamente. A leitura dava lugar à análise dos termos utilizados, à identificação de dúvidas, à clarificação de conceitos e ao levantamento de palavras-chave. Este momento de partilha procurava desierarquizar o discurso da dança, aproximando participantes dos modos de trabalho próprios de um estúdio de dança.
Após esta fase de discussão, os enunciados eram experimentados fisicamente. Por vezes, as/os participantes eram convidadas/os a explorar o acervo em busca de publicações (textos, imagens, referências inesperadas) que pudessem expandir o imaginário das práticas propostas. Destas derivas surgiam “bibliografias instantâneas”, estabelecendo ligações concretas entre o gesto coreográfico e o vasto território de conhecimento disponível.
Os enunciados foram sendo progressivamente reformulados a partir das trocas com os grupos, integrando contributos, reformulações e novas camadas de sentido. O processo culminou na criação de uma publicação que reúne os enunciados trabalhados e documenta os quatro processos nas bibliotecas municipais, sobretudo através de registos fotográficos das sessões.
Pensado como um objeto que se pode ativar, o livro afirma a dança como campo de pensamento e transmissão, questionando a ideia de especialização técnica e valorizando práticas de estúdio frequentemente invisibilizadas por não saírem dos estúdios.
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Direção artística, facilitação das sessões e textos: David Marques
Ativação de práticas performativas: Francisco Rolo, David Marques e participantes das sessões labirínticas
Pesquisa de som e dj set: Joe Delon
Desenho de luz e espaço: Tiago Cadete
Apoio aos figurinos: Clara Mântua
Mediação nas bibliotecas: Telma Marreiros (Almada), Alice Conceição (Barreiro), Ana Almerum e Paula Sofia Resende (Lisboa), Liliana Pincante (Montemor-o-Novo)
Produção executiva: Ana Lobato (1ª fase), Lorena Pirro (2ª fase)
Coordenação editorial: Ana Dinger
Fotografias: José Carlos Duarte
Design gráfico: Ana Teresa Ascensão e Mariana Veloso
Revisão linguística: José Roseira
Coprodução: Artemrede, Municípios de Almada, Barreiro, Lisboa, Montemor-o-Novo, Oeiras, Santarém e Sesimbra, Parca
Cofinanciamento: Fundo de Fomento Cultural da Direção Geral das Artes / Ministério da Cultura - República Portuguesa
Agradecimentos: Ângela Marques, Diogo Brito, Gonçalo Alegria, Nuno Pinheiro, Teresa Silva
Lançamentos da publicação e performance
04 outubro 2025, Biblioteca Municipal de Sesimbra, PT
11 outubro 2025, Biblioteca Municipal José Saramago, Almada (Feijó), PT
17 outubro 2025, Biblioteca Municipal Braamcamp Freire, Santarém, PT
27 outubro 2025, Biblioteca Municipal do Barreiro, PT
15 novembro 2025, Biblioteca Municipal de Oeiras, PT
29 novembro 2025, Biblioteca de Marvila, Lisboa, PT
05 dezembro 2025, Biblioteca Municipal Almeida Faria, Montemor-o-Novo, PT
︎ Imprensa
Reportagem sobre o projeto no Barreiro (New in Barreiro)